terça-feira, 4 de maio de 2010

O Surreal Pelo Intenso Desejo de Ser Amado.

Não poderia acreditar que depois de ter me dado lugar para eu sentar, no metrô, ainda fosse comigo ao cinema e assistisse ao filme de mãos dadas e me beijasse de quando em vez, fazendo-me sentir o melhor dos homens. Senti-me ligado àquele estado de amor tanto e tão intensamente, que penso que no meio do filme devo ter adormecido e tive de ser acordado, depois, pelo lanterninha que me disse que a sessão tinha terminado. Como? Mas, e a pessoa que estava comigo? Não havia pessoa alguma quando lhe chamei, senhor. O senhor dormia e estava desacompanhado. Mas... Mas, tive de sair. Chovia tanto na Avenida Paulista que me lembrei que se a pessoa dos meus beijos ainda estivesse comigo e me desse carona, eu iria embora feliz, debaixo da chuva, pois ela tinha guarda-chuva. Nada a fazer se não esperar a chuva passar e perceber que batiam às minhas costa e eu em seguida a olhar quem e o que era. Era outro lanterninha do cinema que veio com um guarda-chuva, dizendo que eu o havia esquecido na sala de projeção. Bação.

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