Não era você exatamente que eu queria. Era quem te acompanhava. Quem te amava. Quem te dava, de acordo com os seus anseios, o amor de que você precisava. Que necessitava. Que, sem o qual, você não seria muita coisa, senão nada mesmo!
Mas eu? E eu? Como ficaria nesse triângulo, que somente eu sabia da existência, que tinha ficado intenso e imenso, quando tive certeza plena de quem te acompanhava era quem eu também queria.
Fulminei-me em prantos, apelei para o meu senso de dignidade. Não podia trair você. Você não acreditaria que eu teria sido capaz disso.
Mas fui, viu!?
Interferi desde o Centro da Circunferência, exatamente onde começa toda a Teoria Abstrata da Geometria, onde aplaudi, depois de ter feito o que premeditara, o feito de capacidade, gerado em mim pela necessidade de amar o terceiro ao invés de você.
Mas você não percebeu: morreu nos meus braços. E eu não tive o menor remorso. Mas até que morreram também. Não suportaram a sua ausência. Então, não era comigo que estavam. Era com você, apesar da minha conquista. Não fui feito para o amor. Não adiante surrupiar de ninguém o que para mim não é de direito. Saio de cena. Escorrego na casca da banana da desilusão, e caio de bunda na dura calçada da rua da minha eterna busca. Bação.
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