terça-feira, 4 de maio de 2010

Não teria adiantado ser você ou quem gosta de você...

Não era você exatamente que eu queria. Era quem te acompanhava. Quem te amava. Quem te dava, de acordo com os seus anseios, o amor de que você precisava. Que necessitava. Que, sem o qual, você não seria muita coisa, senão nada mesmo!

Mas eu? E eu? Como ficaria nesse triângulo, que somente eu sabia da existência, que tinha ficado intenso e imenso, quando tive certeza plena de quem te acompanhava era quem eu também queria.

Fulminei-me em prantos, apelei para o meu senso de dignidade. Não podia trair você. Você não acreditaria que eu teria sido capaz disso.

Mas fui, viu!?

Interferi desde o Centro da Circunferência, exatamente onde começa toda a Teoria Abstrata da Geometria, onde  aplaudi, depois de ter feito o que premeditara, o feito de capacidade, gerado em mim pela necessidade de amar o terceiro ao invés de você.

Mas você não percebeu: morreu nos meus braços. E eu não tive o menor remorso. Mas até que morreram também. Não suportaram a sua ausência. Então, não era comigo que estavam. Era com você, apesar da minha conquista. Não fui feito para o amor. Não adiante surrupiar de ninguém o que para mim não é de direito. Saio de cena. Escorrego na casca da banana da desilusão, e caio de bunda na dura calçada da rua da minha eterna busca. Bação.

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